29 março, 2011

Poderiamos casar

Teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.

22 março, 2011

São meus 25 anos

Eu mesma não acredito que já vivi tanto tempo. São 25 anos e isso me denota a quase velhice. Sei que para alguém de 32 anos é um absurdo este tipo de discurso, mas para mim, que vivencio pela primeira vez, é sinônimo de velhice, sim.

Mas, à que quero me deter não é ao número mais, e sim, ao conteúdo vivenciado durante estes anos. Quero responder perguntas do tipo: O que vivi? Quem vivi? O que senti? O que aprendi? E, talvez, uma das perguntas mais importantes, quem conheci? e o que fiz com essas pessoas dentro de mim? ou, o que elas fizeram de mim?


em construção...

13 março, 2011

Ctrl v: Psicóloga

Ctrl v: Psicóloga

Buscando encontrar...


Andando pelo mundo virtual, me deparei com um blog interessantíssimo... e como minha função aqui é buscar pérolas e divulga-las ainda mais, aí está um pedacinho do meu interesse pelo blog.

"Do saber esperar.
Às vezes penso que vou esperar para sempre. Gabo a mim mesma a minha enorme paciência mas até eu tenho momentos de dúvida. Às vezes tenho vontade de desistir, vontade de esquecer, vontade de ser egoísta para sempre. Às vezes quero procurar um prazer simples, sem quaisquer intenções nobres à mistura, sem ser maior do que ninguém, sem as presunções de uma moralidade auto-imposta. Esta vigilância constante cansa-me. É difícil ter bons sentimentos quando os faço durar tanto. A solidão torna-se confortável ao fim de algum tempo e o amor é de facto o lugar mais estranho de todos. Quando chega ao fim sinto alívio porque posso voltar a mim, voltar para mim, ao meu egoísmo, à minha solidão confortável, ao meu normal.

Claro que as leis universais não se aplicam a mim. Nem tudo se transforma. Há coisas que se perdem. Eu podia dizer que o grande amor que tenho dentro de mim se transforma nestas palavras e por isso não se perde e é valioso. Mas seria mentira. Também podia dizer que são dor. Mas também não seria verdade. A minha dor já deixou de ser dor há muito tempo e agora é apenas nostalgia. As palavras são o que são. São a minha ficção egocentrada.

Isto não quer dizer que eu não seja feliz. Sou talvez uma das pessoas mais felizes que conheço. E eu conheço-me bem, que não restem dúvidas disso só porque às vezes ainda me consigo surpreender. E mal posso esperar pela próxima grande surpresa. Mal posso esperar pelo momento em que vou perder a paciência, o momento da explosão, do desastre, da fúria devastadora, da revolução. É por esse momento de revolta contra mim mesma que espero. Pacientemente, espero pelo momento em que não vou esperar mais."


Texto retirado de http://seriousandsober.blogspot.com/

04 março, 2011

Consultório Popular de Psicologia


Mais um passo em minha carreira profissional, a psicologia clinica. Antes tão desprezada por mim, hoje, tão amada. Concomitantemente ao mestrado em teoria e pesquisa do comportamento, inicio minha carreira como psicóloga clinica.
Tenho prazer em exercer esta profissional tão rica e tão bem fundamentada.
Espero fazer um bom trabalho, sempre!

22 fevereiro, 2011

Eu

Eu triste sou calada
Eu brava sou estúpida
Eu lúcida sou chata
Eu gata sou esperta
Eu cega sou vidente
Eu carente sou insana
Eu malandra sou fresca
Eu seca sou vazia
Eu fria sou distante
Eu quente sou oleosa
Eu prosa sou tantas
Eu santa sou gelada
Eu salgada sou crua
Eu pura sou tentada
Eu sentada sou alta
Eu jovem sou donzela
Eu bela sou fútil
Eu útil sou boa
Eu à toa sou tua.


15 fevereiro, 2011

Mais uma vez

MAIS UMA VEZ
Letra e Música – Lia Sophia


http://www.liasophia.com.br/02-Mais%20Uma%20Vez.mp3

Mais uma vez
Estou de volta ao começo 
Não sei se fumo ou bebo o meu desassossego              
Não me pergunte onde é que vou chegar
Não tenho pra dizer, nem pra sonhar


Mais uma vez
Eu vou contar todos os meus segredos
Mesmo que não creiam mais
Não estou de dengo
Ela foi embora e não volta mais
Agora só o que me resta é chorar


Mais uma vez
Estou no ponto de partida
não quero mais    
Sofrer nenhuma despedida
Já não há lugar      
Pra mais uma ferida

Mais desta vez  
Eu vou desligar o celular
Podes até querer
Mas não vais me achar
Não que eu não queira te ouvir querida      
Estou seguindo o conselho das amigas


Hoje talvez                          
Cruzei com um grande amor lá pela esquina  
Mas nem percebi, pois ainda tinha            
Na cabeça a nega que me abandonou  
E que nem mereceu todo o meu amor




Aqui começa um novo começo, no dia que a flor nasceu!