26 outubro, 2016

comportamentos mediados verbalmente

Comportamentos são resultados da interação do organismo com o mundo histórico e imediato. A linguagem é um comportar-se verbalmente. Emitir um comportamento mediado verbalmente estabelece uma relação de conexão com, surgimento de. Na ocasião na qual um organismo emite um comportamento em conexão com o mundo com uma mediação verbal, dois elementos faz-se necessário: a linguagem e o outro. O ouvinte é o mediador do falante o mundo. Ao emitir comportamentos verbais para um ouvinte, este que tem treino da comunidade apropriado, está apto a responder ao falante, esta relação reforça o comportamento do falante e do ouvinte. Dizemos que houve um episódio verbal.

28 maio, 2016

A responsabilidade me dada é minha.

A responsabilidade me dada é minha. Me foi dado a responsabilidade de ensinar, ensinar um conteúdo previamente programado, com data para começar e para terminar. Pronto. Para isso me pagariam um bom valor em dinheiro. Ok, aceito. Estou precisando. E lá fui eu, fazer o que me foi solicitado. Dia 01, OK. Dia 02, ok. Dia 03, ok. Dia 04, pera, alguém me adicionou no Facebook. Ah, é um aluno, ok! Dia 05, Professora, posso lhe dar um abraço? Ah, ok! Dia 06, Professora, a senhora está bonita hoje, ok! Dia 07, Professora, eu decidi que vou seguir o seu caminho, serei analista do comportamento, ok! Dia 08, Essa professora é horrível. Vamos tirá-la. Dia 09, Professora, estou com a senhora, a senhora tem meu apoio. Dia 10, professora, posso ser monitor da sua disciplina?. Dia 11, Professora, o seu conteúdo é difícil demais, pode parar com isso, caso contrário lhe denunciarei para a coordenação. Dia 12, Professora, a senhora é um exemplo de mestre. Dia 12, professora, eu não vou fazer seu trabalho, como a senhora pode resolver isso?. Dia 13, professora, eu amei fazer seu trabalho. E quem me enganou dizendo que eu precisaria apenas ensinar um conteúdo previamente estabelecido sabia que tudo isso aconteceria? Tenho 30 anos e ministro aula, formalmente, há 2 anos. Sai da faculdade há 5 anos. E todos os dias acordo e tento me apropriar do que me deram. Mas o esforço é maior, preciso me apropriar do que não me deram. Preciso me apropriar do que querem de mim. Querem de mim, mais do que o conteúdo, querem a minha presença, querem meu cuidado, querem meu olhar, o meu sorriso, a piada no meio da aula, a compreensão, e querem até o meu idiotismo. Eu aprendi a dar tudo isso nesses dois anos. Aprendi a oferecer inclusive o que não tinha, ou pelo menos achava que não tinha. E sempre me espelhei, inconscientemente-e-agora-ficou-consciente, em alguém que sempre abriu as portas pra mim. Sempre. Esse cara, chamado Olavo Galvão, abriu as portas do laboratório para uma cientista de quintal durante muitos anos. E hoje, ao ouvir de alunos que eu abri portas a eles, me enche de um orgulho avassalador. É louco porque não tenho exata propriedade disso, simplesmente faço o que acho que tenho que fazer. Mas eu preciso me atentar nos efeitos disso no mundo do outro. E eles são tão novinhos, muitas vezes frutos de fracasso (porque não passaram em uma federal) e encontram ali a chance de serem o melhor que puderem ser. Preciso aceitar que a responsabilidade que me é dada é minha. Meu coração está cheio de Tiagos, Dieles, Thamires, Veras e tantos outros...

21 maio, 2015

Ele chegou e já foi.

E não é que apareceu? Apareceu como quem não quer nada e sem disposição pra ficar. No momento em que te vi apitar, no caos, foi como um bote salva-vidas. Por favor, me salve. Eu gritei. O bote apareceu ao acaso, perdido na madrugada do mar. Arriscando para mais um ser mergulhado na mesma madrugada e mar. Vingou. Deu certo. Alguém te segurou, bote. Mas o bote faz isso todos os dias e a alma clamante não era tão interessante assim. Mas algo chamou a atenção do bote, querer a alma sobre ele. O corpo pulsante de desespero. Mesmo sem falar, o bote queria desespero e tesão. Não teve. O bote largou o corpo na madrugada do mar. Foi em um busca do desespero. [[

01 março, 2015

Prazer, sou Teresinha

Hoje quero falar dos meus amores... E o quanto me identifico com Teresinha de Chico. É claro que não vou falar dos meus amores... rs, apenas que estou a espera do meu terceiro...

21 fevereiro, 2015

Medo da vida?

E, de repente, o novo chegou... E com ele a emoção da vida, do renascer. O sorriso descontrolado O reencontro comigo. A essência. A vida que pulsa e que grita pra sair. Sair do medo. Sair da culpa. Do alheio. Que mal faz em querer ser inteira? Plena? Por que o medo insiste em bater na porta do inocente? E por que convence o inocente do seu juízo? O conflito da vida e do medo é vulgar. Pequeno. Ofensivo. Desrespeitoso. A vida, querida vida, deveria invadir todas as trancas, arrancar todas as amarras e se fazer notar. Encontro-me sensível à vida mas também O medo. Medo da vida perder seu brilho novamente, de ver o medo tomar todos os espaços. A verdade é que a vida andava adormecida e acomodada. Mas hoje ela voltou a incomodar. Hoje ela pulsou de novo. E foi tão ao acaso, tão cedo da manhã. E o fim do dia se estendeu em olhares vagos, sorrisos frouxos, pensamentos distantes. Mas que medo! Medo de ter sido iludida pela vida, essa bandida. Vida que prega peças e que às vezes faz chorar. Medo de que tudo se repita. E repita o medo. Medo do falar. Do pensar. Do sentir. Do viver. Mas o coração anda ofegante, esperando a próxima oportunidade que a vida me dará para te-la pulsando aqui dentro. Vida, obrigada por pulsar de novo. É bom te sentir por perto. Te peço que seja caridosa desta vez e não deixe o medo te vencer. Te quero plena. De novo!