22 fevereiro, 2011

Eu

Eu triste sou calada
Eu brava sou estúpida
Eu lúcida sou chata
Eu gata sou esperta
Eu cega sou vidente
Eu carente sou insana
Eu malandra sou fresca
Eu seca sou vazia
Eu fria sou distante
Eu quente sou oleosa
Eu prosa sou tantas
Eu santa sou gelada
Eu salgada sou crua
Eu pura sou tentada
Eu sentada sou alta
Eu jovem sou donzela
Eu bela sou fútil
Eu útil sou boa
Eu à toa sou tua.


15 fevereiro, 2011

Mais uma vez

MAIS UMA VEZ
Letra e Música – Lia Sophia


http://www.liasophia.com.br/02-Mais%20Uma%20Vez.mp3

Mais uma vez
Estou de volta ao começo 
Não sei se fumo ou bebo o meu desassossego              
Não me pergunte onde é que vou chegar
Não tenho pra dizer, nem pra sonhar


Mais uma vez
Eu vou contar todos os meus segredos
Mesmo que não creiam mais
Não estou de dengo
Ela foi embora e não volta mais
Agora só o que me resta é chorar


Mais uma vez
Estou no ponto de partida
não quero mais    
Sofrer nenhuma despedida
Já não há lugar      
Pra mais uma ferida

Mais desta vez  
Eu vou desligar o celular
Podes até querer
Mas não vais me achar
Não que eu não queira te ouvir querida      
Estou seguindo o conselho das amigas


Hoje talvez                          
Cruzei com um grande amor lá pela esquina  
Mas nem percebi, pois ainda tinha            
Na cabeça a nega que me abandonou  
E que nem mereceu todo o meu amor




Aqui começa um novo começo, no dia que a flor nasceu!


30 janeiro, 2011

Te amo

Mas o pior não é não conseguir
É desistir de tentar
Não acredite no que eles dizem
Perceba o medo de amar
Eu cresci ouvindo anedotas, clichês e
chacotas
Frustrações
Sobre amasiar, se casar
Se entregar seria fraquejar
Te amo, te amo, te amo
E se o tempo levar você
E um dia eu te olhar e não te reconhecer
E se o romance se desconstruir
Perder o sentido
E eu me esquecer por ai
Mas nós somos um quadro de Klint
"O Beijo" para sempre fagulhando em cores
Resistindo a tudo seremos
Dois velhos felizes
De mãos dadas numa tarde de sol
Pra sempre
Te amo, te amo, te amo

26 janeiro, 2011

Psicóloga

5 anos se passaram... greve, falta de professor, falta de aluno, minhas faltas, notas boas, excelentes e regulares, amigos, colegas, pessoas, sujeitos, filas, RU, cloriformios fecais, chuva, alagamento, gotera, cachorro, vendedor ambulante, loucos, políticos, políticos, políticos, comunitas, behavioristas, freudianos, lacanianos, gestaltistas, centradas na pessoa, psicologia, filosofia, geografia e história, assaltos, estupros, eleições e políticos... Essas são algumas das palavras chaves desses anos de estudo na Universidade Federal do Pará, no bloco C, bloco de psicologia, matutino e vespertino...
Muitas outras palavras me viriam a mente se eu tivesse um pouco mais de criatividade, mas, no momento, essas são as que tornaram-me discriminativas...
Para esta conclusão, muitas reuniões, conversas, desconversas, votações, contratos e enquetes, qual é a cor do vestido? ah.... eu quero rosa, mas eu não quero, eu quero que seja livre, mas a cor é azul! E a banda? quero que toque tudo, mas tem a da minha prima, é, mas ela é poprock... gente entrou e saiu, gente ficou com inveja e levou nosso dinheiro... mas ninguém conseguiu levar a alegria que nos invadiu na noite de 15 de janeiro, a alegria era tanta, mas tanta que algumas rebolaram até o chão, outras cairam no chão, sim, mas de tanto beber, eu sorri, sorri, sorri e sorri, dancei, dancei, dancei e dancei, abracei os meus amigos e beijei minha família, as horas foram poucas, mas eternamente registradas em nossa memória e nas fotos que ficarão para sempre! Aqui vai uma...


Brindamos a nossa amizade, à nossas escolhas, à nossas consequências!! Brindamos à nossa FE-LI-CI-DA-DE!!!!!!!!
Felicidade quem ninguém pode roubar, apesar de tentar!!!

Parabéns, Psicólogas!!


11 dezembro, 2010

Fim de ano



E o ano está acabando, mais um, o 24º da minha vida... já passei por isso 24 vezes e cada ano a emoção é diferente. Este fim de ano simboliza muitas coisas, primeiro, a minha formação acadêmica, em dias serei psicóloga e isso me deixa tão reluzente, não só por ser mais uma psicóloga no mercado, mas pelos caminhos que percorri até chegar aqui. Lembro do dia que saia da minha cidadezinha no interior do Pará, Carajás, um sonho encantado, lugar onde não há violência, sujeira, pobreza, miséria e tudo que vejo diariamente em Belém, era o sonho de uma vida.
Lembro de mim subindo no ônibus com uma mala e um computador, presente de 15 anos da minha mãe, quando o ônibus partia, meu pai corria literalmente atrás dele chorando e acenando pra mim... essa cena nunca saiu da minha memória... foi inesquecível, e assim foi, cheguei em Belém no dia seguinte, peguei um táxi e fui pra casa, meu irmão me esperava...
Me matriculei no cursinho, conheci novas pessoas, passei no vestibular, arranjei um namorado, e depois me separei deste namorado, entrei na faculdade, fiz novos amigos, arranjei um namorado, depois me separei deste namorado, arranjei outros amores... fui à muitas festas, virei pesquisadora, tentaram me convencer que Deus é uma invenção, será? rsrs
E hje, mais precisamente, semana que vem, defendo meu tcc e faço a prova do mestrado.

Durante este período vi três sobrinhos nascerem, meu irmão se casar, e o outro continuar solteirão, rsrs,  meus pais se separarem e se casarem novamente, meus pais mudarem completamente de vida e de costumes... o que me deixou muuito feliz...

Tive muitos momentos tristes, de decepção, de sentimento de fracasso, de perda, de dor, de traição, mas tive momentos extremamentes recomepensadores, principalmente com os meus pequenos do SABER, crianças especias, com autismo, sindrome de Down, paralisia cerebral, e outros déficits cognitivos, essas crianças me fizeram enchergar a vida com muito mais amor, os pais delas me ensinaram o que é amar alguém e viver para esta pessoa, admiro cada pai e cada mãe, são extremamente valorosos.

A emoção do ano foi quando (depois de ter saido do SABER), uma das crianças que atendia pediu pra psicóloga me ligar pra me dizer que ja sabia fazer o homem aranha, já sei como quero exercer minha linda profissão, já sei o que quero fazer de mim... quero dar carinho à essas crianças, quero ajudá-las a viver de forma mais adaptada.

Enfim, a emoção foi grande, e os dias foram ainda mais agitados. Nunca tive um ano tão recheado de atividades, o dia inteiro indo pra lá e pra cá, realizando tantas atividades: atendimento na clinica, atendimento no SABER, estágio na organização, bolsa de iniciação cientifica, tcc, relatórios... algumas pessoas sofreram com essa rotina, mas já serão compensadas!!!

Um ano feliz!
E que venham anos mais felizes ainda, mais sorridentes, mais leves, mais doces, cheios de amor e paixão!!

26 outubro, 2010

Erros e punições no passado!

Erros ensinam. Mas, após assimilar a lição, parceiros devem esquecê-los

Ninguém precisa passar a vida inteira amargurado pelo fato de ter cometido um erro. Num relacionamento amoroso, o deslize de um dos parceiros pode ajudar os dois a crescerem. No entanto, há pessoas que não conseguem aceitar falhas — as suas e as dos outros — e acabam transformando em martírio eterno algo que poderia muito bem ficar no passado.







Todos nós cometemos erros. Errar faz parte do crescimento, do aprendizado. Porém, muita gente tem dificuldade de lidar com essa questão. Ou não aceita os próprios erros ou não consegue assimilar os dos outros. Numa relação, isso pode ser muito desgastante.

A maneira como uma pessoa se relaciona com o erro é construída desde a infância, a partir das reações dos pais às suas falhas. Pais com mentalidade, digamos, saudável aproveitam as escorregadelas dos filhos para ensiná-los. Dizem: "Tudo bem que você errou, mas na próxima vez você já sabe o que acontecerá se agir da mesma forma". Já os pais mais rígidos não toleram ver o filho errar, ficam estressados se ele tem dificuldade de aprender e perdem a paciência quando o veem cometendo deslizes que são comuns na infância. Gente com este perfil se esquece de que os erros são uma forma de as pessoas se prepararem para as vitórias e as conquistas futuras, não são pecados mortais.

Se na infância nossos pais nos punem quando erramos, ao nos tornarmos adultos nossa mente os substitui na tarefa. Nós mesmos passamos a nos castigar quando erramos. E castigamos também as pessoas com quem nos relacionamos quando elas erram.

Você certamente já viu isso acontecer. Muitas vezes, num casal, um dos parceiros teve uma atitude errada no passado e o outro está sempre relembrando o tal evento. Aquele que errou, obviamente, se martiriza. Pessoas assim encaram qualquer erro do outro como algo terrível. É como se ele ou ela tivesse a obrigação de ser perfeito ou perfeita sempre.

Muitos casais ficam presos na insônia ou em vícios, como os da comida, da bebida e do cigarro, porque não conseguem se desligar de alguma escorregadela antiga de um ou de outro. Não sabem como zerar o passado e começar um novo futuro e escolhem se autopunir.

Mas os erros não precisam ser fontes de castigo, culpa ou vergonha. Eles podem, ao contrário, ser fontes de virtudes, se estiverem a serviço do aprendizado. A culpa e o medo nos paralisa e nos deixa presos a inverdades. Aqueles que não matam diariamente dentro de si o compromisso com a perfeição sofrem tanto que não se dão conta de que se autoescravizam.

As falhas podem e devem ser vistas como amigos que acompanham o casal na caminhada da vida até que eles aprendam algo. Quando ambos entendem isso, o "senhor erro" se despede e os deixa seguir sozinhos, porque sabe que o casal captou o recado. E, se ele voltar, o casal precisa decifrar a razão de sua presença, que talvez signifique a necessidade de melhorar algo na vida em comum.

Todo aquele que reconhece essa verdade habitua-se a se desculpar quando erra e é capaz de entender os erros do outro. Assim, age de forma majestosa, pois abre portas para novos recomeços. Há muita graça nos reinícios da vida, se os vemos como perspectivas de crescimento. Nossa existência é curta demais para ficarmos presos a situações que não podemos mudar, a fatos que deveriam ter ficado no passado. É um sofrimento inútil e está nas nossas mãos o poder de dizer: "Chega!". Além disso, é certo que outros erros virão e o melhor a fazer é ficarmos atentos a eles, para que possam nos ensinar a viver de maneira cada vez mais harmoniosa com o nosso amor.
*Karine Rizzardi, psicóloga em Cascavel (PR) especialista em casais, família e em aconselhamento familiar, fez pós-graduação em Psicologia na Chicago University, em Chicago, nos Estados Unidos, e é membro da Associação Brasileira de Terapia Familiar (Abratef). E-mail: drakarinerizzardi@gmail.com

15 outubro, 2010

Sobrevivendo


É estranho

Tanta estranheza

É natural

Tanta incerteza

Por que não seria assim?

A vida corre...

Diante...

Dentro... Para mim...

Em mim

Sem delicadeza

Rasga, sangra

Incendeia

Não faz questão de sutileza

É intensa

Choros arrancados da alma

Dramas de uma vida dolorida

Risos escancarados do coração

Escândalos de uma vida divertida

Imensidão de sentimentos

Opostos convivendo

Sobrevivendo na inconstância

De um ser

Que de si não consegue arrancar

O prazer de ser “dual”



Giovana Mendhes - http://butterflyfasesefaces.blogspot.com/2010/09/sobrevivendo.html